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Bhopal

07/06/2010

Justiça da Índia condena oito pessoas em desastre de Bhopal, um dos piores da história


Nova Déli

Um tribunal local de Bhopal (centro da Índia) declarou hoje culpados os oito acusados pelo escapamento tóxico de 1984 da fábrica da companhia Union Carbide nessa cidade, para muitos a pior catástrofe industrial da história.

O juiz Mohan P. Tiwari condenou os acusados por terem "causado mortes com negligência" e por "homicídio culposo sem grau de assassinato", embora as penas - máximo de dois anos, segundo diferentes meios de imprensa - se conhecerá posteriormente.

As associações de vítimas, que já anunciaram que recorrerão da decisão judicial, qualificaram a sentença de "timo".


Entre os condenados estão o principal responsável naquele momento da filial indiana da companhia, Keshub Mahindra, que já tem 85 anos, e outros altos cargos de então, todos de nacionalidade indiana.


Ainda se desconhece se a sentença afeta o americano Warren Anderson, ex-presidente de Union Carbide, que está foragido da justiça indiana e que não compareceu às vistas do caso, iniciado há 23 anos.


No dia 3 de dezembro de 1984, cerca de 40 toneladas de metisocianato provenientes da fábrica da empresa encheram o ar dos bairros próximos com efeitos devastadores.


Cerca de três mil pessoas morreram imediatamente, segundo a Corte Suprema da Índia, e desde então, de acordo com várias organizações médicas, umas 25 mil pessoas faleceram, vítimas das sequelas do escapamento ou da posterior poluição na região.


As autoridades de Bhopal tinham proibido para hoje as reuniões de mais de quatro pessoas em um raio de um quilômetro ao redor do tribunal, prevendo incidentes, depois que várias vítimas pediram no domingo a pena de morte para os acusados.


As associações de vítimas qualificaram hoje a decisão do juiz como uma "injustiça total" e anunciaram que apelarão da sentença a cortes superiores, na busca de penas maiores.


"O máximo que podem conseguir são dois anos de prisão e cinco mil rúpias de multa (cerca de US$ 105) para a liberdade pagando uma fiança. Foi uma bofetada para todos e uma decisão vergonhosa", disse à Agência Efe por telefone a ativista Rashida Bee, da associação Chingari.


O tribunal examinou durante as mais de duas décadas de julgamento as declarações de 178 testemunhas da acusação e oito da defesa, e elaborou um total de 3.008 documentos.

Fonte: Agência EFE